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Gorongosa

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O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), como parte da responsabilidade social para com as pessoas que vivem à sua volta, decidiu financiar uma formação de 25 Agentes Polivalentes Elementares de saúde (APEs).

 

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Aspecto de uma das sessões de formação dos APEs

 

Estes novos agentes de cuidados de saúde, depois de 4 meses de formação intensiva, irão ajudar as suas respectivas comunidades a terem os primeiros cuidados sanitários de base comunitária. Esta iniciativa faz parte da missão do PNG, que deseja criar e garantir um ecossistema saudável não só para os animais e natureza dentro do parque mais também para as famílias que vivem na Zona Tampão (ZT), que são principais parceiros na preservação desse tesouro para todos os Moçambicanos.

 

Para cobrir os custos de formação, os kits de trabalho e os subsídios mensais para cada APE pelos primeiros dois anos, o PNG conta com o apoio generoso de parceiros na iniciativa de saúde nas comunidades da ZT (conhecido como o "Projeto Ecohealth") que incluiem USAID, Mount Sinai Global Health Center e Bristol Myers Secure the Future Foundation.

 

Faz tempo que a iniciativa de formação dos APEs não era levada a cabo pelo Ministério da Saúde. No entanto, em resposta às grandes preocupações que no dia a dia se verificam a nível das comunidades, há já um ano que se viu a necessidade de resgatar este quadro de saúde à escala nacional cujo objectivo fundamental é alargar os serviços de saúde para aquelas comunidades que ainda não têm unidades sanitárias, um curso que para o caso da Gorongosa, sem o patrocínio pontual do PNG, apenas seria possível a partir de 2014.

 

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As 14 comunidades da Gorongosa (6 delas da ZT do PNG) que passarão a ter APEs ainda em 2012

 

"O PNG e os recursos que encerra dentro de si só estarão de saúde se o ambiente em redor e as comunidades à volta gozarem de boa saúde. Estou a falar assim porque existe uma forte interdependência entre essas pessoas que vivem à volta do PNG e os recursos que estão dentro do PNG e na ZT. 

Daí que percebendo as enormes dificuldades que as pessoas, sobretudo mulheres grávidas, crianças e idosos, em redor do PNG passam para conseguirem ter acesso aos serviços básicos de saúde, o PNG e seus parceiros não hesitaram em financiar uma formação que directa ou indirectamente vai contribuir para a melhoria do nível de saúde das pessoas das comunidades com que o mesmo PNG interage todos os dias no esforço conjunto para a conservação dos recursos." Frisou Pedro Muagura, que representou o Administrador do PNG durante a cerimónia de abertura solene do curso dos APEs.

 

"Os APEs das 14 comunidades da Gorongosa provêm exactamente dos povoados situados muito distantes de alguma unidade sanitária. A selecção de cada candidato foi feita pelas próprias comunidades através de voto de confiança. Depois de formados, os colegas passarão a servir de elos de ligação entre o sector da saúde e a comunidade. Serão a extensão dos nossos serviços de saúde naquelas comunidades." Disse Jerónimo Titos Langa, Director dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social da Gorongosa.


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Da esq. para a dir: Pedro Muagura, Paulo Majacunene e Jerónimo Titos Langa

 

"As nossas comunidades sempre se queixam da falta dos serviços básicos de saúde e de percorrer enormes distâncias para conseguirem tratamentos elementares. Com a vossa formação, vocês vão reduzir o grande sofrimento a nível de saúde local. Empenhem-se muito porque as próprias comunidades que vos escolheram, ansiosamente esperam pelo vosso regresso para servirem de promotores da saúde comunitária lá dentro das zonas. Cada um de vocês deve esforçar-se para sair daqui apto para servir as comunidades." Exortou o Administrador do Distrito da Gorongosa, Paulo

Majacunene.

 

São responsáveis pela formação, supervisão e apoio técnico deste curso, os Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social da Gorongosa e a Direcção Provincial de Saúde de Sofala assegurando que o curriculum ministrado seja igual ao padrão da formação dos APEs e siga rigorosamente as normais nacionais de saúde.

 

Este curso, que decorre no Centro de Azemo, na vila municipal da Gorongosa, é coordenado pelo técnico de medicina preventiva, Sérgio Ernesto Correia, tendo como director o agente da medicina geral, Salvador Francisco Jemusse, e conta ainda com a presença da enfermeira de saúde materno infantil, Lily Santos, um enfermeiro geral, Pinho Murive, e a gestora do Projecto Ecohealth, Corina Clemente, que complementam a equipa.


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    Sérgio Ernesto Correia, o coordenador do curso dos APEs na vila da Gorongosa

Como já vem sendo hábito em anos anteriores, por ocasião da presença em Lisboa do representante do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), Vasco Galante, que ali se desloca periodicamente como responsável da mostra do PNG no pavilhão de Moçambique presente na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), um "Grupo de Amigos da Gorongosa" formado em Portugal e composto por cerca de 40 antigos funcionários do PNG e da Safrique, de naturais e ex-residentes de Moçambique e ainda de pessoas de diversas origens que nutrem especial simpatia por este famoso santuário da vida bravia africana, reuniu num almoço-convívio no passado dia 4 de Março, num restaurante do Parque das Nações.

 

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Foto do grupo de Amigos da Gorongosa

 

Para além do representante do PNG esteve também presente neste almoço-convívio o Dr. Nuno Fortes, do INATUR (Ministério do Turismo de Moçambique), responsável pelo pavilhão de Moçambique na referida BTL.

 

De destacar a presença de alguns elementos profundamente ligados à história do PNG, nomeadamente:

- Ana Maria Hoppner, em representação de seu pai, o Coronel Pinto Soares (que não pôde comparecer devido à sua provecta idade), que foi Administrador do PNG de 1948 a 1952 e responsável pela construção do acampamento de Chitengo e da respectiva pista de aviação;

- Dr. Carlos Farmhouse, antigo director do Banco Nacional Ultramarino, entidade que tutelava a SAFRIQUE (Sociedade de Safaris de Moçambique), concessionária da exploração turística e hoteleira do PNG nos anos 60 e 70, e que mandou publicar em 1973 o interessante livro/álbum "Tesouro Selvagem de Moçambique";

- Dr. Albano Cortez, último Administrador do PNG (1972-73) no período anterior à Independência de Moçambique;

- Celestino Gonçalves, Fiscal de Caça-Chefe, que coadjuvou a direcção do PNG e foi responsável pela fiscalização e controle dos animais problemáticos na década de 60 e mais tarde adjunto da direcção da fauna em Maputo onde foi responsável pelo projecto Nórdico (MONAP) de apoio financeiro ao PNG nos anos 70 e 80;

- Luís Fernandes, funcionário do PNG nas décadas de 60 e 70 (até à independência de Moçambique) atingindo a posição de adjunto do Administrador do PNG;

- José Canelas de Sousa, último director da Safrique antes e pós independência de Moçambique;

- Zilda Fernandes e Inês Martins, primeiras e últimas professoras primárias do Acampamento do Chitengo, de 1965 a 1975;

- António Jorge, foto-jornalista da Safrique que fazia a cobertura das visitas oficiais tanto à Gorongosa como às Coutadas Oficiais de Manica e Sofala;

- Rita Bens, funcionária da Fauna que exerceu no Chitengo (1977/1978), as funções de assistente administrativa e monitora de fotografia do 2º curso de formação de agentes de conservação de fauna e florestas, tendo voltado ali  em 1979, para organizar o arquivo fotográfico do Parque;

- Manuel Romão, filho do primeiro administrador residente do PNG (1967-72), Francisco Prestes Romão, já falecido.

 

A conhecida jornalista Cândida Pinto, da SIC, fez também parte deste convívio e aproveitou a ocasião para recolher de alguns dos "históricos" informações de interesse para os seus trabalhos de pesquisa que pretende incluir nos documentários sobre o Parque, que tem em mãos e que serão a continuação de anteriores já divulgados com grande sucesso.


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Mesa de honra do almoço (da esq, para a dir.): Ana Maria Hoppner, Carlos Farmhouse, Vasco Galante, Maria José Coimbra e Nuno Fortes

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Aspecto da ala direita da mesa

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Outro aspecto da ala direita da mesa

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Aspecto da ala esquerda da mesa

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Aspecto parcial do almoço

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Pequeno grupo dos "Amigos da Gorongosa" posa no pavilhão de Moçambique (da esq. para a dir.): Celestino Gonçalves, Álvaro Carvalho, Margarida Carvalho, Lurdes Gonçalves, Natércia Reigoto e Diogo Reigoto

 Este Grupo de Amigos da Gorongosa pretende continuar estes convívios com regularidade, nomeadamente quando os representantes do PNG se encontrem em Portugal.

 

Dizem ser uma forma de expressar publicamente o seu amor à Gorongosa, que nunca esquecem e têm no coração como das mais marcantes recordações das suas vidas! Sendo embora um grupo informal, cada um dos seus componentes promove, quer através de blogues pessoais quer das mais diversas formas verbais e escritas, a divulgação da "sua" querida e inesquecível Gorongosa!

 

NOTA: Especiais agradecimentos a Celestino Gonçalves, o grande impulsionador destes convívios que têm tido lugar desde 2006, sempre por ocasião da BTL.

 No âmbito da restauração do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e da responsabilidade social do Projecto de Restauração da Gorongosa para a melhoria do nível de vida das comunidades à sua volta, o PNG, em parceria com o Ministério de Educação de Portugal, iniciou em Junho último a distribuição de diversos materiais escolares em algumas escolas com o objectivo de incentivar maior gosto na mediação e aprendizagem dos mais variados conteúdos curriculares.

 

O Ministério de Educação de Portugal doou 18 caixas com um total de 1152 livros diversos, dicionários, enciclopédias e variados materiais de consulta com conteúdos que cobrem desde o ensino primário até ao universitário, bem como as estantes para uma biblioteca. Com a diversificação de materiais espera-se que tanto os alunos como os professores tenham a opção de escolher os diferentes temas no decurso do processo de ensino/aprendizagem.

 

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Exemplo dos livros oferecidos pelo Ministério da Educação de Portugal

 

Apesar de uma parte dos livros ir directamente para uma biblioteca pública como no caso da biblioteca da vila de Muanza, a maior parte das caixas de livros foram distribuídas nas escolas e irão fazer parte de bibliotecas móveis de sala, dado que muitas dessas escolas beneficiárias não possuem ainda uma biblioteca escolar.

 

A identificação das escolas beneficiárias foi feita em conjunto entre os respectivos serviços distritais de educação, juventude e tecnologia e o PNG, tendo para o Parque sido critério dominante o facto de serem escolas situadas em comunidades da sua zona tampão.

 

O PNG depois de efectuar o desembaraço alfandegário no Porto de Maputo desta oferta do Ministério da Educação de Portugal, assumiu o transporte desde a capital do País bem como a logística material na distribuição dos livros às escolas beneficiárias e através do seu Centro de Educação Comunitária (CEC), comparticipou ainda com centenas de cadernos e lápis.

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Parte de livros e estantes doados na biblioteca pública do Distrito de Muanza

 

Para além da biblioteca pública de Muanza, cinco escolas do Distrito da Gorongosa e outras duas escolas do Distrito de Nhamatanda receberam a sua quota-parte dos livros.

 

Passos dados na distribuição dos livros doados pelo Ministério de Educação de Portugal a algumas escolas da zona tampão do PNG

A primeira distribuição dos livros acima referenciados teve lugar na Escola Primária Completa de Mbulaua, Distrito da Gorongosa, situada a 29 km da Vila da Gorongosa e a 49 km do Acampamento de Chitengo.

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Alunos da Escola Primária Completa de Mbulaua, na Gorongosa, exibindo os cadernos doados pelo PNG


Aproveitando a ocasião do Dia Internacional da Criança, uma equipa do PNG procedeu a entrega de um lote de livros destinados à escola em epígrafe.


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A alegria pelos novos livros é bem patente

 

Estiveram presentes no acto muitos membros do governo do Distrito da Gorongosa, entre eles Simões Zalembessa, Administrador do Distrito da Gorongosa, Jacinta de Santiago, Directora dos Serviços Distritais de Educação (SDEJT) da Gorongosa, Quembro Raposa, Primeiro Secretário do Partido Frelimo, entre outros convidados.

 

A entrega foi feita em plenária no comício presidido pelo Administrador e membros do governo da Gorongosa na ocasião do Dia da Criança.

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Simões Zalembessa, Administrador do Distrito da Gorongosa, falando sobre os livros em Mbulaua

 

Os livros foram recebidos com muito clamor pelos alunos, professores, direcção da escola, pais e encarregados de educação que estiveram presentes no dia. O Administrador da Gorongosa aproveitou a ocasião para agradecer ao doador (Ministério de Educação de Portugal) pelo bom gesto e ao PNG por ter dispensado recursos humanos e materiais que facilitaram a entrega da doação à Escola de Mbulaua.



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Parte da audiência do Dia da Criança em Mbulaua durante o discurso do Administrador da Gorongosa


No dia 02 de Junho entregou-se parte dos livros e quatro estantes à Biblioteca Pública de Muanza, localidade que dista cerca de 270 km do Acampamento de Chitengo. Presenciaram este acto o Administrador de Muanza, a Directora dos Serviços Distritais de Educação de Muanza, o Primeiro Secretário de Muanza e o Chefe da Juventude e Desporto de Muanza.


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Directora dos SDEJT (à esq.) e responsável da Biblioteca Pública de Muanza (à dir.)

 

No distrito de Muanza, a entrega dos livros foi vista como um grande suporte não apenas para a comunidade escolar local, mas também para os estudantes do núcleo de Ensino à Distancia da Universidade Católica de Moçambique que já funciona a partir da sede do Distrito de Muanza. Os estudantes têm agora mais recursos para diversificar os seus conhecimentos.

 

Segundo a Directora dos SDEJT de Muanza, “agradecemos o apoio prestado pelo Parque Nacional de Gorongosa pela atenção e contributo indispensáveis que nos é dada e em especial agradecemos o Ministério de Educação de Portugal pelos livros doados. A disponibilidade de todos este material constitui uma motivação para a comunidade estudantil de Muanza.”

 

Quanto ao critério de uso dos livros em Muanza vale salientar que a Biblioteca Pública de Muanza já vem funcionando com uma responsável. A esta responsável se incumbiu a missão de também velar pelos novos materiais oferecidos. Na mesma ocasião, aproveitou-se para montar as estantes e os livros foram colocados nos seus devidos lugares.

 

Nos dias 12 e 13 de Julho fez-se a entrega dos livros a duas escolas do distrito de Nhamatanda, nomeadamente as Escolas Primárias Completas de Nhampoca (situada a cerca de 175 km do Acampamento de Chitengo) e de Mecombedzi (situada a 145 km).

 

No dia 12 de Julho primeiro passou-se pelos SDEJT de Nhamatanda (localidade que dista 105 km do Acampamento de Chitengo) a fim de se apresentar o programa, seus objectivos e procedimentos à direção dos SDEJT. Estiveram presentes o Director dos SDEJT de Nhamatanda, o Chefe da Repartição do Ensino Geral e alguns elementos da mesma Instituição. À direcção presente se esclareceu o programa e suas partes.

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Contagem de livros nos SDEJT em Nhamatanda

 

O Director dos SDEJT, que na circunstância substituía o Administrador do Distrito, assinou a guia de entrega. E porque as condições do terreno não permitiam a que o carro chegasse à Escola de Nhampoca, o mesmo Director dos SDEJT, muito simpaticamente, se encarregou de fazer chegar os livros à escola visada assim que a estrada fosse transitável.

 

Muito satisfeito, em nome do Distrito de Nhamantada, o Director dos SDEJT agradeceu o gesto do Ministério de Educação de Portugal que, em parceria com o PNG, doou o material que definiu como de "extrema importância para alargar os conhecimentos de toda a comunidade escolar". “Os livros irão proporcionar o desenvolvimento cultural e fortalecer os laços sócio-afectivos entre as criancas Moçambicanas”, rematou o Diretor dos SDEJT de Nhamatanda.

 

Depois dos trabalhos feitos na direcção dos SDEJT de Nhamatanda, partiu-se para a Escola Primária Completa de Mecombedzi. Apesar da picada que leva a esta escola exigir alguma destreza na condução devido a fortes declives conseguiu-se chegar sem sobressaltos. Procedeu-se à entrega dos livros ao Director-Adjunto Pedagógico que na altura estava presente.


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Livros acabados de chegar na Escola Primária Completa de Mecombedzi

 

Nos dias 09 e 10 de Agosto fez se a última etapa de entrega de livros a quatro outras escolas do distrito da Gorongosa.

 

Depois de devidamente coordenada a entrega com os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, em plena Vila da Gorongosa (situada a 60 km do Acampamento de Chitengo), em primeiro lugar arrancou-se para Canda (cerca de 24,5 km da Vila de Gorongosa) para a Escola Primária Completa 25 de Setembro.


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Contagem de livros na Escola Primária Completa 25 de Setembro, em Canda

 

Em seguida voltou-se à Vila da Gorongosa para a Escola Primária Completa 1º de Maio.

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Contagem de livros na Escola Primária Completa 1º de Maio, na Vila da Gorongosa

 

Prosseguiu-se com a entrega de livros, desta vez na Escola Primária Completa de Nhamissongora-Aldeia (a 10 km da Vila).


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Contagem de livros na Escola Primária Completa de Nhamissongora-Aldeia, Gorongosa

 

Por último, de Nhamissongora partiu-se para a Escola Primária do 1º Grau de Mazimachena (situada a 18 km da Vila).

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Contagem de livros na Escola Primária do 1º Grau de Mazimachena, Gorongosa

 

Em suma, em todas as escolas acima referenciadas foram entregues os livros e com as suas respectivas assinaturas através de guia de entrega e os seus procedimentos.

 

Todos os Directores dos SDEJT dos três distritos (Muanza, Nhamatanda e Gorongosa) agradeceram ao Ministério de Educação de Portugal pelas ofertas e ao PNG pela dedicação e empenho em proceder às entregas das ofertas.

Solidariedade com Meninos Albinos da Gorongosa

Parque Nacional da Gorongosa 17 Fev 10

Uma família portuguesa solidarizou-se há dias com os dois filhos albinos carentes do casal Zarbo, da comunidade de Nhanguo, no interior do distrito de Gorongosa. Trata-se da família Alves que doou várias peças de vestuário e outros artigos ao Derton Termo Zabo, 4 anos, e à sua irmã Mila de 9 meses de idade.


 

Nildo Chigavale do PNG entrega a doação à mãe dos meninos albinos
 

O donativo foi constituído por pólos, camisolas, calções, calças, óculos de sol, chapéus de sol, babygrowth e protector solar.

A doação da família portuguesa, residentes em Carcavelos, perto de Lisboa, surge na sequência de um comunicado de imprensa intitulado “Criança inibida de liberdade durante três anos por ser albina”, distribuído pelo Departamento de Comunicação do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) aos órgãos de comunicação, em Agosto de 2009.

 

Parte de doação da família Alves

 

O artigo descrevia a história de Derton Termo Zabo que viveu os três primeiros anos da sua vida confinado dentro de quatro paredes e, ocasionalmente, com direito a um passeio até aos limites do quintal da casa, devido a preconceito dos pais em dar a conhecer ao público de um filho albino.

A referida criança quando adoecesse era consultado a distância. A mãe deixava-o em casa e se dirigia sozinha ao clínico, ao qual explicava os sintomas para a prescrição. Anita Félix Berto sempre mentia ao prescritor sobre a ausência do doente na consulta alegando que vivia muito longe da unidade sanitária, pelo que era impossível levar o menino crescido ao colo e andar dezenas de quilómetros a pé para ser observado directamente pelo profissional de saúde.

Derton saiu do cativeiro graças ao enfermeiro da Clínica Móvel de Saúde do PNG, Nildo Sulemane Chigavale, que curioso pela atitude daquela mulher decidiu identificar e visitar a residência dos Zabos em princípios do ano passado. Segundo explicou, quando chegou na casa em conversa com Anita Félix Berto acabou sabendo que ela deixava o aludido filho por apresentar alteração genética.

Causa que também levava o mesmo a passar grande parte do tempo dentro de moradia e preterido do convívio em círculo  de amigos, passeios, entre outras liberdades.

Na ocasião, Chigavale explicou o casal Zarbo que apesar de ter pigmentação ajustada para seu corpo foi a quem  transmitiu ao Derton os genes alterados no processo hereditário. Igualmente explicou e sensibilizou que é comum o aparecimento de albinos tanto em seres humanos, assim como em animais e plantas, pelo que devia deixar o menino livre e que era igual aos outros.

A partir daí o menino passou a sair fora de casa, a passear com os irmãos, amigos e a frequentar consultas de pediatria.

A doação em espécie da família Alves chegou a Moçambique ao cuidado do PNG, que por sua vez a fez chegar aos beneficiários.
Os Zarbos agradeceram imensamente a obra de caridade e esperam que mais pessoas de boa vontade possam prestar o seu apoio aos meninos.

 

Derton Termo Zabo trajado com o vestuário doado
 

A família Alves apoia causas como os Sem Abrigo da zona de Lisboa, apadrinha a menina Elisa que vive no Centro Menino Jesus, na Manhiça e o menino Pema, um pequeno tibetano que vive numa aldeia de Tibetanos, na Índia. 

Para além destes dois  afilhados, apadrinha ainda um elefante fêmea, do Parque Nacional de Nairobi – a Mutara.

Cremos que são exemplos de solidariedade humana que podem e devem ser emulados por muitas mais famílias.

Lindsey Stephens (à esq.) e Sigrid Hahn (à dir.), do Centro de Saúde Global do Monte Sinai, explicando os propósitos da investigação durante a entrevista realizada por Carlitos Sunza

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Uma equipa de quatro investigadores provenientes dos Estados Unidos da América está desde o mês passado a desenvolver um trabalho de identificação das necessidades de assistência médica nas comunidades que vivem na zona tampão do Parque Nacional da Gorongosa (PNG).

 

O grupo é composto por dois médicos, nomeadamente Dra. Natasha Anandaraja e Dr. Sigrid Hahn, e igual número de estudantes de medicina, designadamente Lindsey Stephens e Samuel Holzman, do Centro de Saúde Global da Escola de Medicina do Monte Sinai, de Nova Iorque.

 

Aquando da sua chegada em Moçambique, os membros do corpo do estudo, reuniram-se com dirigentes provinciais e distritais da saúde e líderes da autoridade comunitária das áreas abrangidas para apresentar a proposta de projecto de investigação e obter o apoio necessário para o sucesso da sua missão. Também se encontraram com os principais intervenientes locais, incluindo as ONG que trabalham na área, profissionais de saúde, e membros do Projecto de Restauração do PNG, a fim de determinar uma estratégia de amostragem e recrutamento.

 

A equipa, que em princípio termina o seu trabalho na Gorongosa em Agosto corrente, conta com a colaboração de dois elementos de staff do PNG, nomeadamente o professor Domingos Muala e José Montinho, incluindo ainda Loveness Mussiywa, contratada especificamente para ajudar na tradução das gravações das entrevistas com grupos focais de Sena para inglês e na interacção com as comunidades locais.

 

Loveness Mussiywa (à dir.) traduzindo Sena para Inglês a Samuel

Holzman (à esq.) em Madangua
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Os objectivos do projecto passam por compreender os factores que contribuem para a saúde e doença das populações que cercam o PNG na perspectiva dos membros das comunidades locais, entender como a saúde das comunidades está ligada às questões ambientais dada a aproximação dos ecossistemas do Parque e identificar as estratégias e as intervenções mais eficazes para ajudar a reduzir ameaças à saúde ambiental e melhorar a qualidade da saúde pública na região.

 

As entrevistas foram realizadas com membros representativos das comunidades para reunir dados preliminares sobre a saúde e as questões ambientais na região. Em consulta com hidrologistas, conservacionistas florestais e outros peritos do PNG, foram seleccionadas a área que circunda a Serra da Gorongosa, na fronteira noroeste do parque, e a planície de inundação na área sudoeste do limite do mesmo, devido aos seus distintivos ecossistemas, às condições sócio-económicas e ao envolvimento dos moradores locais na conservação do ambiente.

 

Neste contexto, de acordo com Lindsey Stephens, o plano de pesquisa delimitou três zonas da montanha, correspondendo as comunidades de Massara, Canda, e Nhancuco, no distrito de Gorongosa, enquanto na área da planície de inundação foram escolhidas Madungua, Micheu, e Nhampoca, no distrito de Nhamatanda.

 

Entrevista do grupo focal masculino de Madangua
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Segundo a fonte, os grupos focais foram escolhidos obedecendo a determinados critérios e perfis, por exemplo equilíbrio de género, ser maior de 18 anos de idade, residir na zona de investigação há pelo menos dois anos, não fazer parte ou de alguma forma estar ligado às estruturas da autoridade comunitária e/ou a uma ONG local.

 

Entrevista do grupo focal feminino de Madangua
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    O estudo fornecerá dados que ajudarão a desenvolver serviços de saúde relevantes, eficazes, e orientados para as comunidades da região, assim como descreverá de forma abrangente as ligações entre a saúde pública e os ecossistemas do PNG. Aliás, a abordagem ecológica para a saúde considera a saúde humana e o bem-estar como elementos influenciados pela interacção complexa entre factores sócio-económicos, políticos e, em particular, as questões ambientais.

 

Sendo necessárias soluções criativas entre as práticas que comprometem o ambiente e as que repercutem negativamente na saúde das pessoas. Os impulsionadores desta iniciativa esperam que ela venha a servir de base para uma parceria a longo prazo, que incluirá a implementação de programas de saúde, investigação na área da saúde pública e aprendizagem mútua.

 

Carlitos Sunza

Departamento de Comunicação/PNG

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