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Gorongosa

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Revista "M de Moçambique": Os Novos Lordes da Selva

Parque Nacional da Gorongosa 12 Nov 12

A revista "M de Moçambique" dedicada ao Turismo, Cultura, Sociedade e Desporto (com artigos em Português e Inglês) publicou um interessante artigo sobre a Gorongosa com o título “Os Novos Lordes da Selva”, escrito por Jean-Paul Vermeulen (igualmente autor das fotos).

 

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PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA NOVOS LORDES DA SELVA

Texto e fotos de Jean-Paul Vermeulen


Passavam mais de trinta minutos que estávamos parados na proximidade do Rio Urema. Ao chegar, o ruído do motor tinha afugentado os crocodilos para dentro da água e agora esperávamos em silêncio que eles saíssem para retomar o seu banho do sol. Um elefante veio da mata atrás do carro sem que nos apercebêssemos imediatamente. Estava visivelmente irritado. O nosso veículo era um contraste na paisagem e com certeza o paquiderme ia testar as nossas intenções. Numa fracção de segundo já estava perto. Muito perto. Abanando a cabeça. Não havia ambiguidade quanto ao seu descontentamento pela nossa intrusão no seu território. Os elefantes da Gorongosa têm a reputação de ser agressivos e de atacar quem pode representar uma ameaça para eles. Ficámos totalmente silenciosos, sem fazer qualquer movimento. A estratégia do silêncio e imobilismo deu resultado. Após alguns segundos o elefante parou. A mudança de atitude foi radical e estava agora totalmente descontraído. O rio era o seu destino. Entrando na água foi bebendo e, após um banho de lama na outra margem, desapareceu como apareceu. Para entender a inimizade do elefante perante o Homem, temos que recordar que em 1972 havia mais de 3.000 elefantes pelas matas da Gorongosa e que menos de 200 sobreviveram à guerra civil. O elefante é reconhecido pela sua inteligência. Ele tem também uma boa memória. Uma memória de elefante… A retomada de uma relação mais pacífica com o Homem será lenta… como a da Gorongosa.


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PROJECTO DE RECONSTRUÇÃO DA GORONGOSA

O Projecto de Reconstrução da Gorongosa foi iniciado em 2005 e as mudanças já são notáveis. Espécies praticamente desaparecidas há quinze anos atrás, como a emblemática pala-pala, a impala, a inhala, a imbabala e o oribi possuem agora efectivos que, em algumas delas, suplantam as existências dos tempos áureos do Parque. Búfalos e bois-cavalo são objecto de programas de renovação e multiplicação. Elefantes e hipopótamos também foram introduzidos para aumentar a diversidade genética, bem como Chitas que tinham totalmente desaparecido nos anos setenta. Apesar destes sinais encorajadores, não deixam de aparecer situações preocupantes a determinar novos desafios. Uma delas é a aparente estagnação, se não lenta extinção, de algumas espécies como é o caso dos leões. Nos anos 60 a Gorongosa albergava uma população estimada em mais de 500 desses felinos e podia orgulhar-se de ter a maior densidade de toda a África Austral. Actualmente será de 30 a 50 o número de leões dentro de Parque. Apesar dos esforços de reconstrução dos ecossistemas e da aparente abundância de caça para a sua alimentação, essa população não cresce. A situação é particularmente preocupante dado o facto de, ao nível da África, o número de leões selvagens se ter reduzido em mais de 80% nestas últimas duas décadas. Alguns cientistas já prevêem que até ao final da próxima terão completamente desaparecido. Sendo o leão, muito provavelmente, o mais emblemático dos Big 5, como imaginar a selva sem o seu rei? A situação requer medidas urgentes ao nível do continente para proteger o habitat e as populações viáveis. Este é o objectivo do recém-lançado Projecto Leões da Gorongosa que vai, a longo prazo, tentar trazer respostas para a sua recuperação e conservação no Parque.


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OS BIG 5 AGORA SÃO OUTROS

Inicialmente território dos Big 5, a Gorongosa perdeu essa qualificação nos anos setenta quando desapareceu o último rinoceronte naquela região. Enquanto o Parque se esforça para reconquistar o seu estatuto, o poder de sedução mantém-se intacto com os seus próprios Big 5. O primeiro é a Serra da Gorongosa, recentemente incluída na zona de protecção total. Como uma sentinela no horizonte e contrastando com as baixas altitudes do vale do Rift, a Serra acusa uma precipitação (mk) de dois metros que origina uma vegetação luxuriante. Um recente “bioblitz” – um estudo científico, curto e intensivo de pesquisa – demonstrou a presença nas suas encostas de uma grande diversidade de espécies de fauna e de flora ainda desconhecidas da ciência, entre as quais algumas endémicas. O segundo é o lago Urema e as zonas pantanosas à sua volta, cuja extensão só pode verdadeiramente ser apreciada do céu, especialmente durante a estação das chuvas, quando a sua superfície se estende até 20 vezes o seu tamanho normal. O terceiro são as falésias de Kúndue, antigas testemunhas das convulsões geológicas que se iniciaram há milhões de anos e que um dia dividirão a África em dois continentes, a partir da Etiópia até a região centro de Moçambique. O quarto é a gruta de Codzué, a mais comprida de Moçambique, onde um dia talvez se descubram vestígios dos primeiros hominídeos que percorriam o Leste da África. E o quinto? É, claro, o elefante. Temido, admirado, procurado, dizimado, ele está a voltar em força e é o verdadeiro lorde desta selva.


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TURISTAS

Localizado na extremidade sul do Grande Rift, no seio de um vasto ecossistema definido, modelado e alimentado pelo ciclo de água e dos rios que o percorrem, o Parque Nacional da Gorongosa representa um activo importante para o desenvolvimento turístico do Pais. Em 1972, no seu apogeu, ele recebeu cerca de 20.000 turistas do mundo inteiro, tendo-se tornado uma referência na África Austral até ao seu encerramento durante a guerra civil. Graças a um vasto esforço de promoção ao nível nacional e internacional, o número de turistas está em franco crescimento nestes últimos anos. Em 2011 o Parque teve cerca de 7.000 visitantes, dos quais um pouco mais da metade são moçambicanos. A médio prazo a Gorongosa tem todo o potencial para se reposicionar no pódio dos melhores destinos turísticos da região, gerando receitas e empregos que, desesperadamente, as comunidades à volta do Parque precisam para o seu desenvolvimento. Mia Couto diz que “Nenhum lugar acontece naturalmente. Toda a geografia é uma plantação do Homem”. O extenso território do Parque Nacional da Gorongosa é um desses lugares enriquecido pelo cruzamento entre natureza, cultura e história. As noites na Gorongosa são, desde sempre, ritmadas pelos sons persistentes dos batuques. À volta da fogueira contam-se histórias onde mitos e eventos são reinterpretados para reescrever o mundo desde a sua criação. No Chitengo, belo local que acolhe a administração e os visitantes, também se reinventa o passado e advinha o futuro do Parque. As visões são claramente diferentes. Os interesses também. Mas um novo capítulo dessa geografia está já sendo reescrito.

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O ELEFANTE DA GORONGOSA

Uma tarde, ao regressarmos ao Chitengo, cruzamos com uma manada de elefantes. O encontro foi bem pacífico. Ficamos a observá-los, com o pôr-do-sol em pano do fundo, enquanto atravessavam a estrada para procurar um tando (pastagem aberta, planície, geralmente húmida). As sombras esticam-se no infinito e o céu alaranjado pinta-se de roxo escuro. Os sons claros das criaturas da noite anunciam o despertar dos adormecidos do dia. É a hora mágica da África e, por um instante, o tempo parece suspenso no ar. O elefante da Gorongosa é bem similar ao Homem em termos de inteligência, relações familiares e complexidade social. Mas, para sua desgraça, tem sido caçado desde as trevas dos tempos devido às suas pontas de marfim. Ao observar os elefantes no Parque da Gorongosa nota-se algo de diferente. Muitos deles não têm essas presas, pelo menos são muito mais pequenas do que o normal. Como se eles tivessem sido obrigados a abandoná-las para finalmente ficarem em paz. Elefantes sem presas ocorrem naturalmente, mas são a excepção, não a regra. Similarmente ao que aconteceu em outras regiões de África, a hipótese mais provável é que durante os anos de guerra civil, os caçadores tenham abatido sistematicamente os elefantes com maiores presas, deixando de lado os animais sem valor comercial. Talvez só 6 % da população inicial tenha sobrevivido. Mas ela está a crescer e admite-se que, esses descendentes, carreguem nos seus genes as características que provavelmente contribuíram para a sobrevivência da espécie nesta parcela do País. Felizmente a população de elefantes da Gorongosa não está isolada e, com medidas apropriadas de protecção, mais cedo ou mais tarde alguns animais de grandes pontas irão encontrar o caminho desta vasta área de protecção e enriquecer o património genético dos Lordes da Gorongosa. Os primeiros seis elefantes com aquelas características já chegaram vindos do Kruger Park. Por esta vez com a ajuda do Homem….


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Fugas (Público): Gorongosa, lugar do silêncio

Parque Nacional da Gorongosa 14 Jun 12

A jornalista Ana Cristina Pereira do jornal Público visitou a Gorongosa acompanhada por Irene Grilo (Into Africa - Viagens & Safaris) e escreveu sobre os dias de deslumbre neste lugar que apoda de "sobrevivente... que agora está a recuperar o fulgor".  

Clique AQUI ou nas imagens abaixo para obter o PDF completo do artigo:

 

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Minuto Verde 08/Jun/12 - Missão Gorongosa no Colombo

Parque Nacional da Gorongosa 8 Jun 12


A equipa do Minuto Verde visitou a Exposição "Missão Gorongosa" que trouxe o Parque Nacional da Gorongosa até à Praça Central do Centro Comercial Colombo de Lisboa



Público: Moçambique - O homem que planta árvores

Parque Nacional da Gorongosa 26 Mai 12

Pedro Muagura já plantou perto de cem milhões de árvores.

Coordena o programa de reflorestação da serra da Gorongosa.

Planta árvores até quando vai ao estrangeiro

 

Por Ana Cristina Pereira

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Ninguém lhe ordenou que andasse por aí a plantar árvores, mas aos seis anos já lançava sementes pelos caminhos. Pastoreava bois. Os bois não paravam de comer plantas. Pedro Muagura também se servia delas. "Milho não tínhamos, batata usávamos uma vez por mês, arroz não havia. As frutas silvestres sempre existiram. Mesmo que haja seca prolongada, as plantas nativas têm fruta. Fui vendo isso."

Plantou muitas árvores. Uns cem milhões, contando com as que meteu na terra e com as que meteu na terra quem lhe obedece.

Uma vez, o Presidente da República de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, apareceu-lhe em casa: "Por que plantas árvores?" Pedro pensou: "As grávidas precisam de sombra. Os bebés descansam numa cama de madeira. O nosso caixão também é feito de madeira. Nós alimentamo-nos de plantas. Plantas são vida."

Cresceu em Machipanda, província de Manica. Estudou no Instituto Agrário de Chimoio. Fez das plantas o seu negócio. "Antes era eu, a minha esposa, as crianças. As crianças deram uma grande contribuição. Tenho cinco - quatro meninas e um só menino. A mais velha tem 17 anos, o mais novo seis meses. É o Salvador. Salvou-me de ser o único homem no meio de tantas mulheres."

Plantava embondeiros (que dão malambe, um fruto com um miolo seco de sabor agridoce), maçaniqueiras (maçãs pequenas), ximénias (ameixas-do-mato)... As pessoas perguntavam-lhe: "Porquê só plantas nativas?" E ele começou a ter laranjeiras e outras árvores para vender. A empresa cresceu. Agora, 21 funcionários plantam árvores em seu nome. "Num dia só chego a produzir 26 a 27 mil plantas." Números que não estão exagerados, sublinha, porque há trabalhadores que chegam a fazer 1700 vasos por dia.

Sente-se "especial" desde que professores e estudantes lhe começaram a aparecer em casa. Às vezes, até lhe pediam que fosse a escolas ou universidades ensinar a cuidar de algumas espécies. Tornou-se professor. Estudou florestas na Finlândia e fauna bravia na Tanzânia.

Nem fora de Moçambique larga o seu "grande desafio". Plantou uma árvore em Portugal, perto do Aeroporto de Lisboa. "Não tive problemas." Em Heathrow, Londres, não conseguiu. "Foi difícil, mesmo para cumprimentar as pessoas. Dizia: "Bom dia!" A primeira pessoa não respondeu; a terceira quis saber por que estava a cumprimentar. Perguntei se podia plantar, ela disse: "Esquece!""

Plantou na Suécia, Dinamarca, Finlândia, Tanzânia, Zimbabwe, Malawi, África do Sul. Na África do Sul, mostrou que não brinca com isto. "Primeiro falei para os serventes: "Se não regam essas plantas, não vou almoçar aqui." Pensavam que estava a brincar. Falei com o manager. Ele disse: "Vão lá regar." Depois, deram-me uma árvore para plantar."

Quando a recuperação do Parque Nacional da Gorongosa despontou, o plantador de árvores dava aulas na vila homónima. "Fui vendo a relação entre florestas e fauna bravia. Pensei que era melhor fazer práticas no terreno. Depois, pedi ao Ministério de Educação para me juntar ao parque." Está há dois anos a tempo inteiro na reserva. Gere o programa de reflorestação da serra.

Ainda há um século, o homem não se atrevia a sair do sopé da serra, que atinge 1863 metros de altitude. Reza a lenda que quem tentar subi-la perderá a vida. Baptizaram-na de "Kuguru Kuna N"gozi", que no dialecto local quer dizer "lá no cimo há perigo". Aportuguesada, Gorongosa.

Na guerra civil (1976-1992) e nos dois anos até às primeiras eleições multipartidárias, as pessoas foram subindo a serra em busca de segurança. E a serra sofreu com esse avanço. "Faziam queimadas por causa da guerra, para caçar animais, para preparar áreas para milho, feijão."

Pedro ainda se lembra da primeira vez que sobrevoou a Gorongosa. Terá sido em 2005 - o Governo de Moçambique e a Fundação Carr (EUA) tinham assinado há pouco o memorando de restauração do parque, que haveria de evoluir para a co-gestão. Faltavam partes de floresta tropical, floresta de galeria, savana. A continuar assim, os rios Vunduzi e Muera mingariam.

Nem é preciso helicóptero. Para ver a devastação basta subir pela picada num jipe de safari, como o engenheiro agora sobe em direcção à cascata de Murombodzi. Consequência de práticas inapropriadas de uso de terras, baseadas no corte e na queima, o que degrada solos, fauna, flora, "tudo". Só em 2010, o Governo alargou os limites do parque de forma a incorporar a serra situada acima dos 700 metros. E ainda ali moram duas mil pessoas.

Pedro aposta nos mais novos. "Ensinar uma pessoa que já não tem dentes a fazer um novo tipo de agricultura é muito difícil." Não desiste delas. Mostra que a água dos rios corre barrenta, que desapareceram poços. Diz-lhes: "Era fácil o feijão germinar aqui. Já não é. Cortaram muito. Temos de reflorestar."

Na natureza, tudo interage. "As aves lançam sementes. Os macacos comem frutas e, pelo produto fecal, vão dispersando sementes. Tudo vai fazendo a cobertura vegetal. Nas zonas onde se cortam as árvores, os rios vão perdendo caudal. O programa florestal tem por objectivo garantir a sustentabilidade de recurso hídrico do parque." Sem água, não há flora, não há fauna bravia, não há ecoturismo, não há empregos.

O projecto agrega 34 viveiros. Só o ano passado, plantaram 850 mil árvores. Pedro soma 1,2 milhões. Está a contar com o apoio prestado às escolas e comunidades. Recolhem sementes nativas, plantam-nas, cuidam das plantinhas até à hora de as transplantar. "Este ano, o alvo é dois milhões. Na recolha de sementes, a média é seis toneladas. O grupo é muito motivado."

A motivação transparece numa curta conversa com plantadores de árvores como Silvestre Braga, que tem três esposas, 29 filhos, uma dor de cabeça quase permanente. "O problema é que quando cultiva... milho, feijão, mapira, é pouca comida para alimentar as crianças." Vale-lhe o que recebe do parque.

O plantio mobiliza 55 trabalhadores e à volta de 275 voluntários. O número está em crescendo. Pedro até pensava que iam exigir um salário. Não o fazem. Talvez por sentirem que estão a aprender. Talvez por acreditarem que os melhores poderão vir a ser contratados pelo parque.

Por vezes, Pedro fica a dormir na montanha. Também os recebe quando vão à vila da Gorongosa. Oferece-lhes água para tomar banho, esteira para descansar. E com esses pequenos gestos vai conquistando aliados. Alguns vêem cortar ou queimar e avisam.

O país combina justiça tradicional com justiça convencional. "Se destrói a casa do vizinho ao fazer queimada, chama-se a polícia. Se corta uma árvore na nascente do rio, confisca-se o machado e entrega-se a pessoa ao régulo." Cortou uma árvore, tem de plantar 15. "É para educar. Nós, do programa de restauração, entregamos as plantas à pessoa e ela vai abrir as covas e plantar."

Os fiscais não chegam a todo o lado. "Há áreas que só são acessíveis de helicóptero." E falta educação. "Existem muitas pessoas que não conhecem escola e falar com elas de ambiente, de erosão, de fauna, é muito difícil."

A muitos parece desnecessário plantar espécies nativas, como chanfuta, amonha, panga-panga ou umbila. Parece mais útil plantar, por exemplo, batata-reno. Na serra, um cacho de banana custa 10 a 15 meticais (28 a 42 cêntimos de euros). Ora, cinco quilos de batata-reno podem ser vendidos a 80 a 100 meticais.

Nem só as bicicletas chegaram à Gorongosa nos últimos tempos. "Os jovens agora querem telefones celulares. Isso tem impacto negativo. As pessoas vão cortando floresta para pôr batata-reno. Desenvolvimento e conservação são assuntos muito contrários." O trabalho não pode parar. "Não vamos chegar à vila sem ver um camião com troncos grandes." Não tarda a encontrar um, atolado.

A jornalista esteve na Gorongosa a convite da Into África Viagens e Safaris Lda.

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